Mercado nacional seguiu com valores que pouco estimulam venda de ambos.
Chicago recuou nesta 6ª feira (29), mas dólar subiu e relação manteve os
preços equilibrados e espaço é limitado para uma reversão expressiva.
O mercado da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou as negociações
desta sexta-feira (29) em terreno negativo. A pressão veio de uma
combinação de fatores macroeconômicos e geopolíticos, com destaque para a
desvalorização do petróleo diante das declarações do presidente
americano Donald Trump sobre as possibilidade de um acordo com o Irã e o
recuo generalizado dos grãos e do farelo. Apenas o óleo de soja, na
contramão, fechou o dia em campo positivo, limitando as perdas do grão.
Assim, as perdas entre os contratos mais negociados foram de 4 a 7,75
pontos, levando o julho a US$ 11,86 por bushel, perdendo os US$ 11,90, e
o agosto a US$ 11,90 por bushel. No farelo, as perdas passaram de 1%.
Além do quadro externo, o quadro fundamental também pesa sobre as
cotações, uma vez que o plantio segue correndo bem nos EUA, o
desenvolvimento das lavouras também, e o mercado também reflete este
início de safra norte-americana.
Impacto no Mercado Brasileiro
Para o produtor brasileiro, o recuo em Chicago serve como sinal de
alerta. Embora o dólar instável traga algum equilíbrio aos preços
internos nos portos e no interior do país, a perda do patamar
psicológico dos US$ 12,00 limita o fôlego de reação das cotações
domésticas no curto prazo, exigindo cautela na comercialização da safra,
porém, sem deixar oportunidades na mesa.
por carla mendes