A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acusou nesta
quinta-feira a Rússia de utilizar pressão econômica contra a Armênia por
meio de restrições comerciais e regulatórias impostas ao país. Em
resposta, a União Europeia anunciou um novo pacote de apoio financeiro
de 50 milhões de euros para ajudar a economia armênia.
Em comunicado
divulgado em Bruxelas, Von der Leyen afirmou ter conversado com o
primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, sobre as medidas adotadas
por Moscou.
"Isso não é nada menos do que coerção econômica e é inaceitável", declarou a presidente da Comissão Europeia.
Segundo ela, a
Rússia estaria transformando as relações comerciais em uma ferramenta de
pressão política ao manter restrições sobre produtos exportados pela
Armênia.
"Ao prolongar as
limitações às exportações armênias, Moscou está usando o comércio como
instrumento de influência política", afirmou.
Além da ajuda
financeira imediata, a União Europeia anunciou novas iniciativas para
facilitar o acesso de produtos armênios ao mercado europeu. Entre as
medidas previstas estão incentivos para o comércio de produtos
agroalimentares e apoio específico a setores afetados pelas restrições
russas, como o mercado de flores.
A iniciativa reforça
a aproximação entre a União Europeia e a Armênia, intensificada após a
realização da primeira cúpula oficial entre as duas partes, realizada em
maio deste ano.
Von der Leyen também
destacou que o Plano de Resiliência e Crescimento da União Europeia
para a Armênia, em vigor desde 2024, já contribuiu para apoiar cerca de 7
mil empresas e gerar mais de 20 mil empregos no país.
Nos últimos meses, a
Rússia adotou medidas que afetaram especialmente as exportações
armênias de produtos agrícolas, flores e mercadorias perecíveis. As
restrições incluem exigências sanitárias e fitossanitárias mais rígidas,
aumento da fiscalização aduaneira e limitações seletivas à entrada de
determinados produtos.
Para Bruxelas, as
medidas representam uma tentativa de pressionar o governo armênio em
meio ao fortalecimento das relações entre Yerevan e a União Europeia,
movimento que tem gerado crescente desconforto em Moscou.