Os mercados agrícolas iniciam julho com
movimentos moderados, influenciados por ajustes de oferta, clima e
demanda internacional. Segundo a TF Agroeconômica, trigo e milho operam em leve alta em Chicago, enquanto a soja começa o mês próxima da estabilidade.
No trigo, os contratos avançam após o USDA reduzir a estimativa de
área plantada nos Estados Unidos de 17,73 milhões para 17,30 milhões de
hectares. A área prevista para colheita caiu de 13,31 milhões para 12,98
milhões de hectares, o menor nível desde 1877. Os estoques de 1º de
julho foram calculados em 25,04 milhões de toneladas, abaixo das
projeções privadas e da estimativa anterior da agência. O cenário pode
levar a nova redução dos estoques finais de 2026/27 no relatório de 10
de julho. No físico, a tonelada ficou em R$ 1.368,63 no Paraná e R$
1.329,48 no Rio Grande do Sul.
A soja abriu o mês com pouca variação após a volatilidade provocada
pelos dados de área e estoques. O aumento de cerca de 5% na área
plantada nos Estados Unidos amplia a expectativa de oferta, mas parte
desse cenário já estava incorporada aos preços. Agora, o clima no
Meio-Oeste e o ritmo das compras chinesas ganham peso. No Paraná, a saca
foi indicada a R$ 127,43 no interior e R$ 133,58 em Paranaguá, com
apoio dos prêmios de exportação e dos embarques acima da média
histórica.
O milho também registra leve alta, sustentado pela manutenção das
projeções de área plantada e colheita nos Estados Unidos. Os ganhos são
limitados pelas chuvas previstas no Meio-Oeste. Na B3, julho de 2026
subia 0,25%, para R$ 64,86, enquanto o físico era cotado a R$ 63,58. O
dólar avançava a R$ 5,2090, o Brent recuava a US$ 72,21 e o índice dólar
subia 0,16%.